domingo, 8 de março de 2009

Reencontro comigo mesmo

Adeus! É apenas isto que eu tinha a dizer;

Vou me embora! – Pensei, mas não à maneira de Bandeira...

Retirar-me-ia tal qual Augusto.

Talvez veria alguns anjos, demônios ou o vazio;

Veria o nada! Veria o sombrio! Veria o fim!

Três letras, medo, lágrimas e vários “em branco” perto de mim.

Desespero, fios, agulhas, líquidos que curam...

- Tenha calma, ele é forte – disse alguém.

Silêncio, dor, neblina, pessoas que murmuram;

O telefone toca...

Notícias incertas são ditas.

A esperança e o carinho são vitais;

E o órgão de bombear sentimentos, que prometia não funcionar mais...

Arremessou, acelerado, algumas poucas gotas de esperança.

Refez-se a vida!

Adeus enxame de descoloradas roupas! Vou me embora... Porém agora à Bandeira.

Deixo as três letras que denotam intensidade para outros.

Chega de tratamento formal, chega de mal...

E para a próxima vítima desejo boa sorte e afirmo:

- A esperança nem sempre é a última que morre, mas é sempre a primeira que renasce.


Rabiscado por mim em 2008 quando pela primeira e última vez, espero eu, "pisei" na UTI.



2 comentários:

  1. Que "triste"... que lindo!!!
    Que felicidade saber que isso é passado.

    Você é forte... uma pessoa incrível.. vc é foda!
    Ainda tem muita coisa linda e maravilhosa pra viver!

    A pessoa mais admirável desse mundo é você!

    Meu amigo querido!!!

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  2. E o órgão de bombear sentimentos, que prometia não funcionar mais... [2]

    gostei da frase... muito loca!

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